Comprar uma Mercedes-Benz Sprinter usada exige olhar muito além da carroceria e da quilometragem. Para quem pretende trabalhar com transporte escolar, turismo, fretamento ou carga, o motor diesel é o principal componente a ser avaliado. A família Sprinter passou por diferentes gerações e motorização no Brasil, e conhecer essas diferenças pode evitar uma compra problemática.
Nas unidades mais antigas, é comum encontrar o OM 611, enquanto a geração posterior adotou o OM 646. A partir da geração lançada no Brasil em 2012, ganhou destaque o OM 651 2.2 biturbo de quatro cilindros, oferecido em diferentes calibrações de potência. Nas versões 311, 415 e 515 CDI, esse motor chegou a entregar de 114 a 146 cv, dependendo da configuração.
Nas Sprinter mais recentes, a Mercedes-Benz introduziu o OM654, também diesel de quatro cilindros, mas com construção mais moderna, bloco de alumínio, pistões de aço e tecnologia NANOSLIDE. Nas atuais 417 e 517, o propulsor entrega 170 cv e 40,8 kgfm, enquanto a linha Street atual utiliza calibrações específicas conforme o PBT.
Quais versões existem?
A Sprinter brasileira é encontrada basicamente em três famílias: Furgão, Van de Passageiros e Truck/Chassi. Atualmente, a linha Street inclui 314, 416 e 516 CDI no chassi, com PBT de 3,5, 4,1 e 5 toneladas, respectivamente.
No mercado de passageiros, também existem diferentes configurações de capacidade. Historicamente, a Sprinter brasileira chegou a oferecer versões de 9+1, 15+1, 17+1, 19+1 e 20+1, enquanto a linha atual inclui, por exemplo, a 417 4,1 t 9+1 e a 517 5,0 t 17+1.
O que verificar no motor?
Antes da compra, procure sinais de fumaça anormal, consumo excessivo de óleo, vazamentos, perda de potência, ruídos metálicos, falhas de funcionamento e dificuldade na partida. Em motores turbo diesel, também é fundamental verificar o funcionamento do turbocompressor e o sistema de alimentação.
Mais importante que a quilometragem é o histórico de manutenção. Uma Sprinter com alta quilometragem e manutenção comprovada pode ser uma compra muito melhor que uma unidade com menos quilômetros, mas histórico desconhecido.
Para quem pretende comprar uma Sprinter usada, uma avaliação completa do motor antes do negócio pode evitar um dos maiores riscos desse tipo de veículo: transformar uma economia na compra em uma grande despesa na oficina.